Do ponto de vista histórico, urbanístico e arquitetónico, o conjunto industrial onde estamos a construir o HCB vale sobretudo enquanto testemunhonotável da memória coletiva e das vivências das pessoas que aqui trabalharam e viveram.

A par da alteração de uso que será dada ao edificado, as obras terão sempre em conta a feição original dos edifícios e o património histórico, arquitetónico e industrial que encerram. Através de um levantamento exaustivo de quase dois anos feito pela equipa do HCB, todo o património foi identificado e inventariado, e irá ser preservado. Nesse sentido, integrámos no projeto o desenvolvimento de um núcleo museológico, sob a gestão da EGEAC, empresa municipal de cultura que coordena a rede municipal de museus, e que pretendemos seja o ponto de encontro entre o passado e o futuro

Na avaliação e definição dos critérios de adaptação dos espaços a novos usos, garantindo a preservação do património e a convivência harmoniosa entre as novas funções e a memória do espaço consideramos, para além da legislação nacional e municipal sobre a salvaguarda do património cultural, os seguintes documentos internacionais de referência:

  • Carta Nizhny Tagil para o património industrial;
  • Princípios de Dublin – Princípios conjuntos ICOMOS-TICCIH para a conservação dos sítios, construções, áreas e paisagens do património industrial;
  • Carta de Burra 2013;
  • Princípios de La Valletta de 2011 (EI CIVVIH-ICOMOS) que contém definições e metodologias em matéria de salvaguarda e gestão que visam orientar a salvaguarda e gestão das povoações e áreas urbanas históricas;
  • Carta de Cracóvia para a proteção do património cultural.
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